
quinta-feira, 21 de outubro de 2010
Perto de Deus

quarta-feira, 20 de outubro de 2010
(Dizem que a Primavera chega trocando a roupa da paisagem). E no auge da sua descrença o dia amanheceu de novo. Quando não queria mais fugir de si mesma, foi surpreendida por uma voz de timbre limpo, olhos atenciosos e mãos que diziam coisas. Era alguém que tranqüilizava quando apenas sorria. Uma pessoa que trazia em si o amparo de tudo. Tinha o dom da conveniência e da clareza e pronunciava reciprocidade.
O fato resumindo é que o amor não era mais aquele estardalhaço. O amor era suave e tinha um jeito de penetrar sem invadir, de libertar no abraço. O amor não era mais aquela insônia, mas sonho bom na entrega ao desconhecido. O amor não era mais a iminência de um conflito, mas uma confiança na vida. E, pela primeira vez, o amor não carregava resquícios de abandono, pois havia descoberto: o amor estava ali porque ambos estavam prontos. (O Tempo estava certo.)''
Marla de Queiroz é mais uma dessas descobertas poéticas que falam por mim. Sabe quando sentimos como se estivéssemos sendo lidos pelas palavras? É assim... Essas palavras me lêem.
LINDO, LINDO, LINDO, LINDO...
domingo, 17 de outubro de 2010
Em outras palavras...
''Aqui estou na difícil missão de levar a você
Uma mensagem que possa ser
Como uma luz ou um mantra,
nós não somos mais crianças.
Um dia acontece, a gente tem que crescer
Temos que encarar a responsa
Eu não deixei de achar graça nas coisas
Simplesmente...
Hoje eu quero ser levado a sério
As coisas mudam sempre, mas a vida não é só como eu espero
Existe um dom natural que todos temos
Nossas escolhas vão dizer pra onde iremos
Mas se for pra falar de algo bom
Eu sempre vou lembrar de você...
Difícil não lembrar o que nunca se esqueceu
Fácil perceber que seu amor é meu
Difícil não lembrar o que nunca se esqueceu
Fácil perceber que meu amor é seu...
Eu quero estar amanhã ao seu lado quando você acordar
Eu quero estar amanhã sossegado e continuar a te amar
Eu quero um sonho realizado, uma criança com seu olhar
Eu quero estar sempre ao seu lado, você me traz paz
Armadilhas do tempo são como o vento
Levando as folhas para lugares distantes
O meu pensamento é o mesmo que o seu
Mas hoje meu coração bate mais forte que antes.
Certa vez, na história,
Eu vim de muito longe só pra ver você
Fui pra muito longe pra encontrar você...''
sexta-feira, 15 de outubro de 2010
Só...
Saudações, educadores!
"Há escolas que são gaiolas e há escolas que são asas. Escolas que são gaiolas existem para que os pássaros desaprendam a arte do vôo. Pássaros engaiolados são pássaros sob controle. Engaiolados, o seu dono pode levá-los para onde quiser. Pássaros engaiolados sempre têm um dono. Deixaram de ser pássaros. Porque a essência dos pássaros é o vôo. Escolas que são asas não amam pássaros engaiolados. O que elas amam são pássaros em vôo. Existem para dar aos pássaros coragem para voar. Ensinar o vôo, isso elas não podem fazer, porque o vôo já nasce dentro dos pássaros. O vôo não pode ser ensinado. Só pode ser encorajado."“Educar é mostrar a vida a quem ainda não a viu.
O educador diz: Veja!
- e, ao falar, aponta.
O aluno olha na direção apontada e vê o que nunca viu.
Seu mundo se expande. Ele fica mais rico interiormente...”
Rubem Alves
quinta-feira, 14 de outubro de 2010
"Remar.Re-amar.Amar"

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010
Só mais cinco minutinhos...
Essa sede incalculável e insaciável de descobrir e tentar prever é tudo o que me motiva; é o que me aflige também. Até quando será? De que maneira estaremos? Que sentido as coisas terão daqui a um tempo? Sou, de todo modo, inteiramente responsável por tudo o que virá; reconheço. Nada deve ser mais importante do que o agora, que é o que constrói, faz ponte, é o que possibilita ou não a concretização de tudo o que desejo.
Nesse momento, eu pediria só mais alguns cinco minutos daqueles que pedi, apenas pra que pudéssemos planejar mais ou pra continuarmos relembrando os planos que, hoje, tornaram-se reais, mas que, há algum tempo atrás, não passavam de incertezas, mistério e vontade.
Gabriela Rocha
domingo, 13 de dezembro de 2009
De lá da minha cadeira cativa...
Em meio às vibrações, muitas vezes, desesperadas e, outras vezes, contidas da torcida, via, em cada olhar ou sorriso ou gesto ou palavra, motivos diferentes para ser torcedor. Vi a torcida dos amigos fieis, também amantes do esporte e que, por uma questão de honra, não podiam ser decepcionados. Vi a torcida de quem passou 90 minutos sem saber onde estava a bola, mas sabendo, perfeitamente e com detalhes, onde encontrava-se beleza em campo. Vi a torcida de quem é coruja e presente; só queria ver gol e ai de quem machucasse seus protegidos. A torcida de quem é quase menor que a bola e que desejava mesmo era estar também desfrutando dela, brincando, junto com os campeões; podia até ser na piscina, caso o campo fosse grande demais! Vi a torcida apaixonada de quem desejava um presente como o meu, mas que se contentava, simplesmente, com a vitória daquele que dava sangue (às vezes, literalmente) em campo. Vi ainda torcedores agressivos de tanto amor (rs), que, por muito pouco, não atravessaram o alambrado pra cumprir com aquilo que ordenavam de fora e que, sabe-se Deus porquê, seus jogadores não realizavam.
Sol de meio dia, euforia, desgaste, pressa em escutar o apito final...finalmente, CAMPEÃO! Felicidade, alívio, realização, dentro e fora de campo; frustração, chateação, cobrança, dentro e fora de campo (mas só um pouquinho...até as comemorações começarem!).
É preciso ter sensibilidade pra avaliar um jogo de futebol como sendo, de fato, um espetáculo. Não apenas no sentido comumente usado por aí, mas um espetáculo, indiscutivelmente, rico. Rico em sentimentos, sobretudo. Espetáculo vivo, que é totalmente imprevisível e que, por isso, vai se construindo de maneira muito natural. O resultado de um jogo como esse ao qual me refiro aqui, por exemplo, é indescritível, porque as características que estampam uma partida de final de campeonato, onde o time campeão vence de 6x1, não estão, simplesmente, na técnica, na garra ou no vigor físico dos jogadores, mas, sim, numa infinidade de fatores e acontecimentos, ao longo de 90 minutos, que determinam as cores daquele espetáculo que, no final das contas, fica bonito pra todos os envolvidos nele, direta ou indiretamente.
Hoje, o meu olhar girou 360º; quis ver tudo ao meu redor...E há tanto pra se ver, que aposto como não sei nem da metade; há muito mais motivos pra ser torcedor, há muito mais fatores determinantes do resultado final. A experiência de hoje não serviu apenas pra que eu fosse reconhecida como fã nº 1, com direito à cadeira cativa e presente (nada de Maria-Chuteira!), mas também pra reconhecer a possibilidade de espetáculos tão ricos e complexos quanto esse em várias outras circunstâncias. E não há nada a fazer, além de permitir que as coisas possam se construir naturalmente, assumindo a responsabilidade de alguns fatores que determinam o resultado final, lembrando-se sempre de que "eu posso" e, dessa maneira, permitir-se encontrar aquilo que te motiva a ser torcedor e o que te faz ter quem torça por você.
...agora você sabe. :)
Gabriela Rocha
